Fazemos coisas contra vontade, contra gosto. Por vezes somos contra tudo. Na adolescência somos contrários. Não importa a que, somos contrários, contra os pais, contra a sociedade, mas sabemos que não passam de contratempos, enfim nos contrapomos ao que realmente não gostamos. Mas ninguém conseguiu ser contra tanta coisa ao mesmo tempo como este álbum do Vampire Weekend, chamado? Adivinha?

Que as bandas Indie geralmente vão contra os ditames das majors, já não é novidade. Mas o Vampire Weekend teve que abusar, quando todos se acostumaram a bateria e a levada das músicas do álbum anterior como M79 e A-Punk, eles contrariam colocando percussão em várias faixas (álias feitas por um brasileiro, Mauro Refosco) e referências à música africana e caribenha?

Pra contrariar um pouco mais gritinhos muito afetados que poderiam deixar muita gente contrariada, mas ao contrário, se encaixo muito bem no contexto e são muito bem empregados.

Daí quando nos acostumamos a levadas tortas e a quebras de ritmos, como em Horchata, California English e Cousins, tudo é contrariado mais uma vez e surge uma aspirante a Hit, Giving Up The Gun, com uma melodia bem marcada, parece que foi pensada para ser remixada, quase um convite a Dj’s.

Só pra lembrar, este álbum é tão contra tudo, que acabou virando Pop, isso mesmo, apesar das referências a guerrilha sandinista (os Contra era como um grupo de guerrilheiros sandinistas eram conhecidos), Contra estreou no topo da parada Hot 200 da Billboard.

Contra é um álbum que supera as expectativas, depois que a sua diversidade consegue ser digerida pelo ouvinte, portanto para os ouvidos mais desavisados, cuidado e escutem mais de uma vez.

Horchata

Cousins

Boas Enjambradas!

Que estado de espírito, que sentimento, o que for? Mas o que nos leva a cantar no meio da rua?

Loucura?

Creio que a loucura pode ser vista por dois ângulos e que todos a possuímos de uma maneira ou de outra, cada um numa dosagem diferente.

Podemos entender a loucura como um estado que se desencadeia, após uma “overdose” de algum sentimento. Aí entram os ângulos que falei, tanto a tristeza como a alegria podem desencadear este estado (isso é psicologia de buteco mesmo).

Se Não Fosse o Bom Humor, com certeza eu não cantaria na rua. Se não fosse as novas músicas do Superguidis, eu não estaria de bom humor, portanto:

Sou louco por Superguidis, uma banda que se supera a cada nova faixa lançada e as duas inéditas presentes neste álbum são de uma sensibilidade e de uma qualidade fora do sério.

Boas Enjambradas!

Antes de começar a dissertar sobre este álbum, cabe espaço a uma daquelas singelas divagações que aparentemente não levam a nada, mas podem auxiliar (ou não) a entender este álbum do Los Campesinos, Romance Is Boring.

De acordo com o dicionário Michaelis o verbete “boring” tem da seguinte tradução:

bor.ing.1: n 1 perfuração, furagem. 2 furo, orifício, buraco.
bor.ing.2: adj maçante, enfadonho, tedioso.

Assim o Romance ou o amor do título deve ser analisado como um sentimento duo, visto tanto pelo lado sexual, quanto pelo lado romântico e careta. Essa dualidade é reforçada nas letras que também trazem o Romance como algo que, junto a euforia do amor, pode trazer dor e decepção.

A piração aumenta na capa, que mostra um par de pernas femininas e, aparentemente, jovens com sangue escorrendo em uma delas (boring 1), mas ao mesmo tempo a foto possui um ar delicado, na sua tonalidade e nos detalhes do colchão.

Além de tudo, as faixas possuem títulos que são uma ode a caretice, porém são recheadas de melodias alegres e dançantes (de novo a tal da dualidade) como This Is a Flag. There Is No Wind, The Sea Is A Good Place To Think O The Future.

Com toda essa viagem é bom ressaltar músicas como There are Listed Buildings, Romance is Boring, Plan A e Straight in at 101 que são um bom resumo do álbum, recheadas de guitarras aceleradinhas, gritinhos (tem coisa mais gay que diminutivo?) e refrões bacanas. Baita álbum pra começar bem o ano. (já deixa este perto das listas de final de ano)

Romance Is Boring

The Sea Is A Good Place To Think O The Future

There are Listed Buildings

Boas Enjambradas!

Mais uma das bandas que eu deveria ter falado ano passado mas que por motivos acadêmicos acabou faltando tempo.

The Horrors, uma banda estreante que acabou arrebatando a lista da revista mais conceituada de música do mundo a NME, deixando no chinelo álbum como os aclamados Merriweather Post Pavilion do Animal Collective e Veckatimest do Grizzly Bear.

Durante o ano que passou, escutei repetidas vezes o álbum de esteia do Horrors para encontrar alguma forma de postar algo sobre ele, mas acabei deixando em segundo plano. Mas essa semana quando me deparei com eles na lista da NME, decidi escrever sobre a surpresa de ver esses caras nesta posição.

Seu álbum Primary Colours entra na linha, que já foi muito abordada aqui, que é uma espécie de “terror indie b-side”, trazendo referências de filmes de terror das décadas de 70 e 80 (uma das bandas que segue essa linha é o Twilight Sad), para uma sonoridade meio Pós-Punk e Shoegaze.

De forma geral é uma álbum bem homogêneo, que ressalta as características do seu estilo, como guitarras e baterias rápidas, e vocal enérgico, tudo aliado a alguns efeitos eletrônicos e sintetizadores. Estas características podem ser sentidas desde a primeira faixa (Mirror’s Image) até a última (Sea Within A Sea) dando destaque a Who Can Say que tem um teclado primoroso no começo e Scarlet Fields que é o mais próximo de um hit.

A banda apesar de vir do indie conseguiu espaço em veículos mais tradicionais, ou de cunho mais Pop. Este é um dos motivos que torna a escolha deles pela NME não tão imprevisível. Se aliarmos a isso o foco que a revista para bandas novas, não precisava ser nenhum Hari Seldon pra descobrir.

Mirror’s Image

Sea Within A Sea

Who Can Say

New Ice Age

Boas Enjambradas!

Ninguém se fudeu mais no Anticristo do Lars Von Trier do que Willian Da Foe, o cara teve a perna furada, perdeu o filho, tomo uma pedrada naquele lugar. Sofreu mais que colorado na final do brasileiro (só que ele se deu bem!). Ficou pensando o porque do título né?

Não é porque a atuação dele foi bacana, mas porque ele foi o capacho humano da Charlotte Gainsburg (vai disser, que ele não teve sorte). E é dessa moça que trata o post, mais precisamente da sua intentada musical ao lado de Beck (é engraçado falar que ela gravou com o Beck).

A moçoila que é o cão no filme (deve ser indicada ao Oscar, por favor) canta de um modo delicado e divertido. Sendo muito mais ambiciosa que a sua companheira de profissão, Scarlett Johansson. Em IRM Charlotte Gainsbourg, faz valer seu sobrenome (o pai dela é um grande cantor francês), criando um álbum pretensioso, aspirando o reconhecimento da crítica.

Master’s Hands, a primeira faixa, traz elemento que nortearão o resto do álbum, como a gama de elementos percussivos e eletrônicos aplicados de maneira adequada, sem sobressair ao vocal doce de Charlotte. Na primeira faixa divulgada do álbum (Heaven Can Wait), onde Beck faz participação nos vocais, é notável um baita potencial pra virar hit. Mas não da pra deixar de falar da próxima faixa Me And Jane Doe, que tem uma levada folk, que é muito bacana, fecha muito bem com o vocal dela. E como não poderia faltar… músicas em francês, Le Chat Du Café Des Artistes, Voyage e La Collectionneusetotas são lindas, principalmente a última.

Baita álbum, definitivamente este ano foi o ano de Charlotte Gainsbourg e 2010 promete ainda mais com este álbum, entrega de Oscar (se ela não tiver nas cabeças pra melhor atriz vai ser foda). (alerta de comentário machista) Se ela quiser interpretar o Anti-Cristo de novo eu substituo o Willian DaFoe.

Have Can Wait

IRM

Boas Enjambradas!

Quem fala que tempo é relativo provavelmente não estava fazendo monografia ou qualquer trabalho de conclusão de curso, trabalhando e tentando manter um blog ao mesmo tempo, esses messes foram o Max of Hard Core, basta uma pequena busca pra notar a falta de posts.

Mais uma prova foi não ter falado de um dos álbuns nacionais mais legais de 2009, e provavelmente uma das poucas unanimidades do ano, C_mpl_te, dos brasilienses do Moveis Coloniais de Acaju. Com a gigante e onipresente produção de Carlos Eduardo Miranda.

Falta de Tempo, taí uma coisa que seria indesculpável para o Móveis, imaginem este álbum sem O Tempo, impossível, inimaginável. Esta faixa é sem dúvida uma das mais bacanas do ano e uma das melhores da carreira desta banda.

Muita gente diz que este álbum desfigurou a banda que lançou Idem em 2007, pero, a maturidade e os resultados creio que falam por si, o Móveis se firmou entre os principais nomes do Indie nacional, além de manter uma série de projetos, como o Móveis convida.

O Miranda acertou a mão, os caras do Móveis acertaram a mão. Ah! Falando em Miranda, foi esse cara que fez eu enveredar de vez pelas teias da música Indie, graças a uma palestra quando eu entrei na facul em 2000 e poucos.

o tempo ao vivo no tv trama

[uoutube=http://www.youtube.com/watch?v=hET7_kZeLf0]

Boas Enjambradas! Tchau!

Algum tempo atrás o game que imperava nos consoles de Super Nintendo era Street Fighter, com seus personagens clássicos e seus cenários em 2D. Por coincidência em 2009 Street Fighter voltou a ser um dos carros fortes da violência eletrônica.

Quando falamos em Street Fighter o que vem a cabeça?

Hadouken! Exatamente o golpe do Ryu, um dos pilares centrais do game.

Porém o Hadouken! Em questão apesar de também ser violento e eletrônico, na verdade é um grupo inglês de música eletrônica que vence qualquer Round, com seu EP M.A.D. (prévia do seu álbum For The Masses)

O álbum é como aqueles especiais gigantes, que com um ou dois golpes acaba a luta saca? O Hadouken! Com duas faixas e um mix arrebentam qualquer tímpano desavisado.

M.A.D

Boas Enjambradas

Vamos direto ao ponto, acho este um dos nomes mais pretenciosos de 2009 Wolfgang Amadeus Phoenix (ok! perde para The Tallest Man On Earth). Este nome aliado a minha ignorância frente a esta banda, acabou gerando a expectativa de um álbum chato, que pretendia revolucionar (de maneira chata) a música indie.

Todavia nada disso aconteceu, este álbum do Phoenix, se revelou uma chalaça (no bom sentido) completa, festa, party. As faixas transpiram balada a cada nota, em cada toque da bateria, no baixo swingado.

Isso é levado às vias de fato logo no começo com Lisztomania (alguém sabe o significado disso?), a faixa com mais cara de 2009 de 2009. Acho que nenhuma outra música indie conseguiu penetrar tão fundo no Maisntream este ano. Basta ver a quantidade de remixes, sendo lançada até uma versão remixada de todo álbum (meio anos 90), além de inúmeras paródias e versões do clip.

O disco é todo bombado (desculpa o trocadilho com a capa), mas realmente o álbum foi bem aceito, e possui faixas muito legais, como 1901, Lasso e Rome. E é só procurar que possivelmente vão encontrá-lo em uma dezena de listas por aí.

1901

Lisztomania

Lisztomania *brat pack mashup*

Lisztomania (Classixx Mix)

lisztomania *brooklyn brat pack mashup

Boas Enjambradas!

Saca Power Rangers?

Chengeman?

Jaspion?

Ou então uma borboleta?

A sacou né? O negócio em questão é metamorfose, não aquela ambulante do velho raulzito. Ou até pode ser ambulante, mas não aquela. Quem sai do casulo foi Mallu Magalhães. É a meninha que aconteceu ano passado. E pra quem muita, mas muita gente torceu o nariz e ainda torce.

A moça pegou seu morfador e seu Camelo e rumou para terras desconhecidas assumindo formas diferentes. Essa é a síntese do mais novo trabalho de Mallu Magalhães.

Parece que o morfador de Mallu trabalhou bastante. O álbum começa com My Home Is My Man, Nem Fé, Nem Santo onde ela usa a máscara de Bob Dylan, executando um Folk eletrificado, bem pesado, que se repete mais adiante em Soul Mate. Na próxima transformação surge uma Folk-Reggae-Warrior em Shine Yellow. Se não bastasse ela muta para o super-traje “Camelar” em Versinho Número Um, Compromisso. E como não poderia deixar de ser a capa Johnny Cash se faz presente em Make It Easy, You Ain’t Gonna Loose Me e Ricardo.

Deixando aparte o trecho mais feliz do álbum, ou a transformação mais bacana de Mallu a vestimenta e os super-poder de comoção, e de abobadisse alheia ( aquela reação idiota, no melhor estilo, que bonitinho!), onde ela simplesmente se transforma em mulher, uma mulher apaixonada e doce. Te Acho Tão Bonito e É Você Que Tem, ambas captam os detalhes mais simples e esplendidos de um relacionamento, mas a segunda com acréscimo de cordas leva a catarse da beleza. Sem dúvida estão entre as músicas mais bonitas do ano, as letras intimistas e sinceras, ruborizam as bochechas e inundam olhos.

Sei que vai ter alguém que vai reclamar, falando que ela não tem potencial, que é uma construção, que a sua voz é irritante. Desculpem todos, mas vão catar coquinho no asfalto, esse álbum é ótimo, e OK! Mallu não é perfeita. Mas suas músicas expressam e geram sentimentos que outros não conseguem. Pra mim é foda!

Making Of de Shine Yellow

Boas Enjambradas!

enjambradas

Categorias

follow