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Conversar com minhoca, ver ET, casar margaridas com gira-sóis e pra piorar, resgate de pleuras e o berrinho do Lasier. Me diz se é possível musicar isso?

Lulina conseguiu! Em seu primeiro álbum “sério” (que de sério tem muito pouco), intitulado Cristalina, mistura tudo que foi dito acima, com pitadas de estranheza que perpassam os temas das músicas, com a utilização do choque do Lasier como efeito na faixa que abre os trabalhos, Criar Minhocas É Um Negócio Lucrativo.

Toda sua estranheza, é revestida com folk (Margarida) e algumas levadas roquezinhas, bem pops (Bichino do Sono). E falando nisso, o instrumental do álbum é um show a parte, os arranjos são de extremo bom gosto, mesclando várias linhas e estilos diferentes no mesmo som.

É bem surpreendente o resultado final dos primeiros passos de Lulina no modo “cartesiano” de se produzir música, mesmo sabendo da sua longa jornada com álbuns on-line (gravados de forma quase artesanal e de sua ótima aceitação). O álbum supera qualquer expectativa, mostrando maturidade nos arranjos e da própria Lulina.

Mas uma coisa é certa, tem duas possibilidades:

Ou ela realmente viu ET, ou eu quero duas doses do que ela tomou.

cristalina

Pra conferir isso tudo da uma passada na página dela no Trama Virtual o Álbum todo tá lá disponivel pra baixar

Nós

13 de Julho no Música de Bolso

Meu Principe

Boas Enjambradas!

Queridos enjambradores e enjambradoras!

É com todo o prazer que anúncio que…

Finalmente saiu o álbum do Them Crooked Vultures

cover

E tá todo pra streaming no youtube

Cola lá (por que aqui nem adianta cola pq o link vai ser removido).

Ah! Lógico o álbum já vazou, portanto cola no Google, no Torrent que tá foda!

Banda Gentileza - Foto 2 (credito Diego CWB)

Parece que o hype da música nacional dos últimos tempos tem sido ressuscitar ritmos que estavam jogados as traças, empoeirados pelo tempo e por novas modas. E este grande aspirador de pó que a música indie (se quiser usar Underground ou Alternativa, tá blz!) nacional se transformou, por incrível que pareça, tem feito ótimas faxinas e garimpado nos entulho da MPB referências cada vez mais bregas e cada vez mais divertidas. Depois só passa um lustrador da marca I´m Indie dando um ar “sofisticado”.

E cada vez mais aparece um loco pra fazer isso, e o pior que tem ficado legal, tai o álbum do Cidadão Instigado que não me deixa mentir. Mas eu não to aqui pra falar da banda do Catatau. To aqui pra falar de Gentileza, pois como já disse o próprio “Gentileza gera Gentileza”. Ops! Gentileza errada (existe gentileza errada, tai?). To aqui pra falar da Banda Gentileza e de seu álbum de estréia, melhor, de seu baita álbum de estréia.

Introdução devidamente dada, vamos aos trabalhos. Fazendo tudo o que foi dito no primeiro parágrafo, Heitor e Cia, trazem um álbum repleto de referências no melhor estilo aspirador de pó, desempoeiraram a valsa, a bossa, o samba e mais umas coisinhas. Todo esse mix revela uma banda e um álbum competentíssimos, fazendo seu debút com todos os méritos com direito a bolo vivo e tudo.

O álbum começa festivo com uma parada meio mariachistica, em Coracion mantendo essa vibe nas próximas faixas, até chegar em Piá de Prédio, ai os caras quebram tudo, com uma balada daquelas bem mongolonas e melacuéca, que deixa todo mundo bobinho, repetindo: Que bunitinha. E realmente, a música é fantástica e a letra muito linda, revelando talento pra extrair beleza das mais variadas formas, como mais adiante em Teu Capricho, Meu despacho e 33B.

Mas linhas devem ser deixadas em separado pra música que mais tem rodado no foninho velho de guerra, Sempre Quase uma espécie de Balada do Louco (Mutantes) misturada com Sociedade Alternativa (Raul) e que dá muito certo. Possuindo uma das frases mais bacanas do ano: “Limpo a ferida com algodão-doce, sangro suco de uva”…

Banda Gentileza - capa

Em suma a faxina da Banda Gentileza foi muito bem feita, fizeram um álbum bem limpo (putz! trocadilho fraco).

Teu Capricho, Meu Despacho (no música de bolso)

Piá de Prédio (no música de bolso)

Boas Enjambradas!

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Estamos diante de um dos grandes acontecimentos da música deste ano. Junto com o lançamento de The Beatles Rock Band e a morte de Michael Jackson. É incrível, mas mensurar as proporções destes acontecimentos é bem difícil. O Game trouxe a tona os grandes ídolos do mercado fonográfico Beatles, colocando-os de volta as paradas da Billboard. Paradas estas que tiveram o King of Pop figurando em suas linhas novamente. Falando em paradas, a mesma Billboard anuncia que a trilha citada no título, ocupa a segunda posição do HOT 100, dos álbuns mais vendidos do mundo, em uma semana ocupará o primeiro posto (detalhe o filme ainda não entrou em cartaz).

E o que isso significa?

A alguns meses atrás, quando começaram as filmagens de Lua Nova (New Moon), as gravadoras Majors, quase foram as vias de fato para conseguir um lugar, uma música na trilha, com suas maiores apostas. Só isso já demonstra o poder que esta trilha teria, e o alcance da mesma.

Agora, a questão crucial, que torna tudo ainda mais importante:

- Qual é o set-list do álbum?

Amiguinhos, qual não foi a minha surpresa ao ler Bon Iver e St.Vincent, numa mesma faixa. Pior ver que o nome mais pop da lista era The Killers. Portanto, o que torna esta trilha ainda mais importante é o fato de levar ao grande público adolescente e ultra-consumidor, bandas que estavam num circuito indie (apesar de achar que este termo não é o melhor para o caso).

O mais ducaramba é que para os amigos do Enjambra algumas já são boas conhecidas.

Portanto eis a lista:

1. Death Cab For Cutie – “Meet Me On The Equinox”
2. Band Of Skulls – “Friends”
3. Thom Yorke – “Hearing Damage”
4. Lykke Li – “Possibility”
5. The Killers – “A White Demon Love Song”
6. Anya Marina – “Satellite Heart”
7. Muse – “I Belong To You (New Moon)”
8. Bon Iver and St. Vincent – “Roslyn”
9. Black Rebel Motorcycle Club – “Done All Wrong”
10. Hurricane Bells – “Monsters”
11. Sea Wolf – “The Violet Hour”
12. OK Go – “Shooting The Moon”
13. Grizzly Bear – “Slow Life”
14. Editors – “No Sound But The Wind”
15. Alexandre Desplat – “New Moon (The Meadow)”

Que acharam? oda né? Pois bem, sigam os links que desembocam nas pages de myspace dos caras, não achei videos bacanas pra colocar.

Boas Enjabradas! Fui!

Glen Hansard & Marketa Irglova (1)

Lembram de Once?

Aquele filme Irlandês de 2007 sobre uma dupla de cantores, que emocionou muita gente, ganhou Oscar e até foi comentado no antigo enjambração (o maior feito do filme).

Pois bem, aquela dupla queridinha, “coisa mais riquinha” (como diria minha vó) esta de volta como The Swell Season, lançando seu segundo álbum Strict Joy.

Como já dito Glen Hansard e Marketa Irklova, formam uma dupla linda, querida e todos os adjetivos são poucos pra falar da fofura destes dois. E nesse no álbum de novo eles trazem à tona a simplicidade e a beleza que os alavancaram em 2007, a receita simples das melodias do piano e da voz doce de Marketa e os acordes adocicados e a atitude da voz de Glen.

Esse álbum eu entendo como uma continuação do que foi falado em 2007 (se alguém não viu, lê aqui), uma continuação do quase biográfico filme, que retratou muito da vida e dos sonhos dos dois. Este álbum soa como a continuação de uma história linda de sonho e de sentimento.

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Pois bem, aqui ficam umas dicas: Low Rising, bem bacana, tem umas influências bem distintas dos outros sons, Feeling The Pull, dá os ares dos clássicos como When Your Mind’s Made Up e pra ficar com a voz sempre linda e comovente de Marketa Irglova, I Have Loved You Wrong.

Feeling Pull (Live)

Low Rising (live)

Mais videos no canal do Youtube do Glen Hansard

Boas Enjambradas

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Nunca aprendi a andar de bicicleta direito. Sério, já passei por várias experiências, já ralei cotovelo, joelho, bunda. Mas não aprendia, era um caos todo mundo de magrela e eu a pé, ô! Coisa!

Demorei, mas finalmente, consegui enganar, tipo parar em cima. Mas demorei, assim como demorei pra falar de Bombay Bicycle Club, porém, farei-o agora.

Falando em bike, poderia fazer um trocadilho mais bisonho do que os já feitos, falando que é um baita som pra andar de magrela. Mas, as poucas, vezes que tentei realizar tal feito utilizei som ambiente, portanto, não tenho a mínima idéia de qual a trilha apropriada para tal aventura.

BBC é sem dúvida alguma, uma das mais bacanas bandas deste ano, o seu vocal afetado e as guitarras que misturam peso e melodia, isso fica bem evidente em faixas como Dust On The Ground. Mais um elemento bacana é um swing tri _oda como em Always Like This.

Bombay Bicycle Club

Em suma, I Had The Blues But I Shook Them Loose é um álbum que tem pretensão, que visivelmente busca um lugar no cenário pop indie para o BBC. E além de tudo isso é muito bom. Inclusive deveria ter postado isso a uns meses atrás, mas com não ando de bicicleta demoro um pouco.

Always Like This

Magnet

Dust On The Ground

Evening/Morning

Boas Enjambradas!

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Pense em tudo que te atormenta;

Em tudo que te causa medo;

Lembre das coisas mais apavorantes possíveis;

Agora junte tudo isso em forma de música.

Deixa eu ver, pensou no Death Metal, Grind Core mais ogro do mundo. Talvez no Calypso? Tudo isso dá medo OK, mas ou invés dos berros guturais coloque um coral de crianças, no lugar do Chimbinha vai piano muito bem executado. Ah pra substituir a cara de mau e vai uma pegada indie daquelas. Meus amigos isso é Dead Man’s Bones.

Projeto que estréia com uma das propostas mais bacanas do ano. Fazer um álbum baseado em clássicos do terror, buscando uma linguagem que foge de todos os clichês imagináveis. Pois bem a grande sacada foi do ator Ryan Gosling (de Lars and Real Girl, Um Crime de Mestre, Half Nelson) e de Zach Shields. Juntando com o coral de crianças do conservatório de Silverlake.

Falando um pouco das canções, faixas como My Body Is A Zombie For You (primeiro single) é, sem dúvida, uma das faixas mais queridinhas do ano (junto com as da Karen O). Esta faixa é um caso a parte, o climão acústico do começo casa muito bem com o coro das crianças, que no refrão chegam num estado quase de êxtase, acelerando a música até que ela decole, emendado na dançante Pa Pa Power.

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Um ponto que eu tenho falado seguidamente, que este álbum pressa muito, o uso de elementos e efeitos de estúdio, compondo um cenário e permitindo total imersão no conceito.

In The Room Where You Sleep

Name In Stone

Dead Heart

My Body’s A Zombie For You (ñ é oficial mas o som é bacana)

Boas Enjambradas! Até logo!

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Geralmente meus posts abordam determinados álbuns de determinadas bandas e talz! Mas hoje o foco vai ser uma determinada banda.

The Pains Of Being Pure At Heart, isso mesmo, a dor de ser puro de coração.

Sem dúvida uma banda que vem fazendo barulho, desde 2007, quando lançaram seu primeiro EP, aclamado pela critica mundial. No começo do ano lançaram um álbum homônimo, há um mês atrás mais ou menos lançaram outro EP de inéditas.

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Pains of Being Pure at Heart

Mas esta ordem cronológica não interessa em nada, o que interessa é que o Banco …, ops! É inevitável falar de cada pedacinho do som desse povo, a sujeira, o jeito amador de tudo é foda. O que torna característico o som deles é uma pegada bem oitentista, os vocais suaves contrastando com as guitarras extremamente altas e cheias de ruído (em suma Shoegaze).

Pra quem é suscetível a esquisitices, The Cure, anos 80 vale apena ir atrás de tudo dos caras, principalmente porque é pouca coisa (quem quiser comenta que eu envio um link, só não disponibilizo aqui por falta de tempo).

Vale escutar músicas como: 103, This Love Is Fucking Right, Contender e Stay Alive

Everything With You

Young Adult Friction

Come Saturday

Boas Enjambradas

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Ultimamente tenho revisto meus conceitos sobre uma série de aspectos, e lógico sobre uma série de conceitos.

Uma dessas coisas que andei mudando o olhar e minha percepção, foi a tal é a música eletrônica. Um dos motivos se deve a entrada, cada vez mais freqüente, de elementos eletrônicos no rock como um todo. Mas bandas como Hercules and Loveaffair e Justice tem sua porção de culpa.

Mais uma dessas culpadas, por esse repentino “entendimento do eletrônico” é Memory Tapes, que fizeram um baita de um álbum, muito lounge, que soa naturalmente eletrônico. Os elementos e as batidas são tão bem empregados que fluem com muita naturalidade, parecendo que o instrumental (sampler ou não) e o eletrônico fazem algo com uma simbiose (viajei), tornando ainda mais bacana o álbum.

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Mas tudo o que eu falei antes pode ser sentido facilmente, na audição as músicas fluem com naturalidade. E toda essa fluidez do álbum, não o torna fugidio ou dispersivo, bem pelo contrário, a “suavidade” de sua audição permite a quem escuta prestar atenção em uma infinidade de detalhes, nos samplers, nas guitarras em todos os instrumentos, reais ou não, presentes. (durante a pesquisa, descobri que esse projeto é bem maior do que imaginei, portanto tem um post extra amanhã, ou hoje se der tempo.)

Plain Material

Boas Enjambradas!

enjambradas

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