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Sabe aqueles momentos que a maldade corrompe sua alma. Então ontem, sai do trabalho, como boa parte do proletariado brasileiro, tomo o ônibus. Sento no penúltimo banco, reclino a poltrona, coloco os fones e pressiono play.

Aparentemente tudo normal. Mas eis que surge um mano, de largas calças e um celular executando raps Tum-tum gangsta, espalhando chiados e ruídos indecifráveis daquela bendita caixa de abelha. Pois bem, o fiadamãe sentou atrás de mim no último banco.

Mas iludido pensei: Ainda tenho o Noah And The Whale no player. Religuei-o, recostei-me no banco e nada. O chiado daquela joça, entupia meus ouvidos. Naquele momento eu juro dava tudo por uma funda, cheguei a arquitetar o lançamento do aparelho, o soro esticando criando estrias, a pressão no couro, o ar rompendo e o telefone cruzando na velocidade do som.

Moral da história, peguei no sono. Não pude desfrutar das melodias e de toda a triste beleza esperançosa de The First Day Of Spring. Não pude me emocionar com a melancolia de um dos álbuns mais bonitos do ano, que consegue trazer beleza a um assunto tão batido quanto relações acabadas, o amor que finda e a lamúria de quem o perde.

Charlie Fink passa tudo isso, na tristeza e nas belas letras deste emocionante álbum. Ainda bem que escutei-o hoje, mas se eu tivesse uma funda, esse texto seria mais legal que o do Machuca (DJ do Beco).

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(Não achei nenhum clip oficial)

The First Day Of Spring

Entrevista de lançamento do The First Day Of Spring

Eles no La Blogotheque

Boas Emjabradas, até!

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