PortalModules%5CPDFThumbnailModule%5CUploaded_PDFs%5CAFRICA_FESTIVAL_MAYRA_ANDRADE_01_20070704211952

As embarcações que cruzaram o planeta entre séculos XV e XVIII causaram inúmeros danos a diversas culturas. Mataram deuses, humilharam reis, mercantilizaram vidas. Todavia, trouxeram uma contribuição, a queda das barreiras entre diferentes povos, mesmo que realizada de forma errônea, pela primeira vez, culturas separadas por oceanos poderam se encontrar.

Desta maneira nós e o povo d’além mar passamos a ser simplesmente portugueses. E graças à semelhança lingüística podemos compartilhar muito, como por exemplo, a música. A prova disso é Mayra Andrade que como as caravelas atravessa o oceano e conversa com as melodias daqui e de d’além mar e mais abaixo. Este mais a baixo é Cabo Verde terra desta incrível cantora da língua kriolu um híbrido do português e de línguas nativas africanas.

Já no título do disco ficam expressas as diferenças, que na realidade não servem de nada. Stória, Stória como dito navega pelas nuances dos ritmos africanos, as desemboca em elementos de samba e bossa-nova, que se escancara em Morena, Menina Linda cantada em português daqui, com gênero e tudo (uma das características do kriolu falado é a ausência de gênero). Outra prova dessa união é Odjus Fitchadu (olhos fechados) que possui um arranjo de piano e sax bem MPB, mas com uma percussão puramente africana.

Mayra_Andrade___Storia_Storia[1]

O mulher linda, o álbum lindo, ucaramba! Fui!

Stória, Stória

no música de bolso

Boas enjambradas e o resto vocês já sabem!

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