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Não sei, porque me parece que de uns tempos pra cá, a beleza da música pop prescinde uma boa dose de “retardadisse” por parte de seus interpretes. Com certeza, creio que esse não seja o termo mais apropriado e politicamente correto para se usar. Mas falo de algo que fica no limiar entre meiguice, ingenuidade, senso indie, um aparente atraso mental e um feeling démodé du caramba. Ou quem sabe.

Já tinha nota essas características, por exemplo, em Jens Lekman, nas meninas do First Aid Kit, e mais uma cambada de gente destes países nórdicos, como a Noruega, terra natal de Sondre Lerche.

Este norueguês, em Heartbeat Radio, dosa os elementos citados acima com maestria, resultando num som pop mas com um apelo indie muito forte, o que permite que ele não caia numa vala comum. Os violinos, a bateria pesada e bem marcada em faixas como Good Luck e Heartbeat Radio são a prova disso.

Sem contar a aura de ingenuidade que todas as faixas exalam, algo quase puritano. A começar pela capa do álbum que traz o cara fazendo brincadeirinhas com sombras, “totalmente como eu sou infantil” mas esse é o segredo do cara.

Heartbeatradio

Heartbeat Radio sem dúvida é um belo álbum, indicadíssimo para pré-adolescentes cheio de espinhas, pode até rolar na Malhação. Longe de ser pejorativo isso só reforça o êxito do cara.

Heartbeat Radio

Saê! Boas Enjambradas!

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