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foto: Márcia Melz

Chegamos ao Teatro do Mauá, uma grande fila já estava formada. Gente de todas as idades, credos, cores. Plurais em todos os sentidos inclusive na falta de senso do que iria acontecer depois que a porta fosse cruzada.

Um senhor pergunta como é o espetáculo? Uma menininha quer ver os palhaços. Pois bem, essa era a maioria do público. Mas eis que…

“Sem Horas e Sem Dores…” Com uns dez minutos de atraso, Fernando Anitteli chama todos os raros para o show, ou melhor, “uma desculpa esfarrapada para um monte de gente rara se reunir”. Amadurecência abre os trabalhos e coloca uma expressão de estranheza nos rostos do desavisados.

Porém eis que chega Abaçaiado e contagia todos. Daí pra frente público ganho, foi só a trupe administrar o espetáculo e conduzir a platéia ao êxtase.

Boas Enjam… Ah! Mentira!

Não posso deixar de falar de cada detalhe. Bem comecemos pela minha irmã. Que assistiu ao show em estado de transe, começando a chorar a partir da segunda música e se arrebentado quando fui anunciada Sonho De Uma Flauta. E dou toda a razão a ela, as músicas, a apresentação foi carregada de emoção principalmente pra quem já conhecia a trupe a tempo.

Já perdendo completamente a ordem cronologia, necessito falar da atuação primaz de Rober Tosta, todas as suas aparições foram fantásticas, como em Cidadão de Papel, Abaçaiado, Mérito e o Monstro, sem contar suas performances durante o resto da apresentação.

Falando em Mérito e o Monstro. Vieram reclamar dos discursos do Anitelli, e que as crianças não deveriam escutar aquilo! _uta que pariu! Bom, assim teremos crianças alienadas, direitistas e que como dito, desperdicem seu tempo e criatividade por um salário de fome, e tenham que como eu voltar para o mundo real depois deste sonho. Mais do que um belo espetáculo O Teatro Mágico é um espelho, que deve representar todas as faces e mascaras da nossa sociedade. Portanto Fernando Anitelli continue assim!

O mais incrível foi ver todas aquelas pessoas que lá no começo não sabiam o que iria acontecer, saindo perplexos no final do espetáculo. Uma piazinha, que estava sentada na mesma fileira que eu estava boquiaberta e vibrava a cada nova pirueta de Rober e cada sopro de beleza de Gabriela Veiga (que arrebatou o coração de metade dos santa-cruzenses).

Pena que depois de findado este post terei que voltar ao mundo real e todas as lembranças desta noite mágica vão ficar ainda mais distantes. Mas valeu a pena ver o chorriso (choro + sorriso) no rosto da maninha. Muito obrigado O Teatro Mágico por propiciar momentos como estes.

Boas Enjambradas e desculpa o tamanho do post.

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