Todo mundo procura os Messias, os salvadores do rock!

E todo mundo sem exceção prega a volta às origens, como se o rock fosse um ritmo erudito que não pode ser maculado e subvertido pelo futuro, tão pouco sucumbir aos interesses financeiros do negócio da música.

Mas pombas! Que baita hipocrisia!

O rock é música pop, é cultura pop e como tal tem o direito e o dever de mudar e se reinventar. Todavia um dos grandes lançamentos e um dos grandes caminhos para os novos estágios do rock é uma reciclagem de velharia.

Them Crooked Vultures, que deram uma aula de web2.0 disponibilizando o álbum inteiro no YouTube, “viralizarando” sua estréia e suas apresentações. Tornando-se a mais foda das inúmeras Dream Bands de 2009. Mais do que ser 2.0, o grande trunfo do TCV foi se despojar do papel de lenda que caia sobre cada um dos integrantes e sobre suas bandas anteriores.

Pra quem não sabe (existe alguém que não sabe?) o Them Crooked Vultures é simplesmente formada por Dave Groohl (Nirvana e Foo Fighters), Josh Holmes (Queens Of The Stone Age e Eagles of The Death Metal) e John Paul Jones (Led Zeppelin).

Antes de falar sobre o álbum, são necessárias algumas linhas sobre a importância desta reunião:

A volta de Dave Groohl para as baquetas, que é o que ele nasceu para fazer e que o consagrou no Nirvana.

A afirmação de Josh Holmes com uma das cabeças mais ativas de sua geração, somente este ano ele participou (produzindo ou tocando) de álbuns como o Humbung do Arctic Monkeys, a banda nova de sua esposa Broody Dale o Spinnerete, turnê do álbum Heart On do Eagles Of Death Metal, sem contar a sua banda oficial Queens Of The Stone Age.

John Paul Jones simplesmente desistiu de se reunir com sua antiga banda, o Led Zeppelin, para apostar neste projeto.

Tá bom né?

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