Pois bem, já falei do lançamento do álbum, de toda a febre, quem ou o que é o Them Crooked Vultures. Mas vamos aos fatos, a sonoridade dos caras.

Desde a primeira música (No One Loves Me & Neither Do I) já sentimos o clima que irá se desenrolar durante o álbum todo, peso e distorção. Baixo e guitarra marchando firme na mesma direção. Tudo caminha firme até a explosão que ocorre na faixa, a guitarra e a bateria tomam mais corpo e definitivamente o Urubu fica preto (cultura inútil: pra quem não sabe o bicho nasce branco, depois é possuído por forças evil, a segunda parte é mentira). A força da bateria de Grohl, e a velocidade da guitarra de Holmes se fundem.

A partir daqui tudo é previsível, ou seja, peso e velocidade. E é isso que quem busca Them Crooked Vultures quer. E eles não desapontam, cada faixa se torna mais obscura e suja. Dando na soma de tudo um ar de Quens Of The Stone Age.

A bola só vai baixar em Interlude With Ludes, a nona faixa do álbum, que lembra muito o Led Zeppelin de músicas como Kashimir ou de álbuns como o Physical Graffiti principalmente a bateria, onde Grohl apela para muitas saídas utilizadas pelo Bonzo (batera do Led).

Mas logo em seguida o som sobe em Warsaw Or The First Breath You Take After You Give Up, e em Caligulove o coro come de novo, porém com muita psicodelia. Já em Gunman surge algo quase impensável, uma faixa onde se você se esforçar um pouco pode achar parecido com o que foi feito no Tonight do Franz Ferdinand, possivelmente baladeira.

Bom álbum, mas prefiro não comentar nada agora, pois provavelmente ele terá muito mais chão para percorrer, principalmente pelo nome de seus integrantes.

Gunman

Boas Enjambradas.

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