Saca Power Rangers?

Chengeman?

Jaspion?

Ou então uma borboleta?

A sacou né? O negócio em questão é metamorfose, não aquela ambulante do velho raulzito. Ou até pode ser ambulante, mas não aquela. Quem sai do casulo foi Mallu Magalhães. É a meninha que aconteceu ano passado. E pra quem muita, mas muita gente torceu o nariz e ainda torce.

A moça pegou seu morfador e seu Camelo e rumou para terras desconhecidas assumindo formas diferentes. Essa é a síntese do mais novo trabalho de Mallu Magalhães.

Parece que o morfador de Mallu trabalhou bastante. O álbum começa com My Home Is My Man, Nem Fé, Nem Santo onde ela usa a máscara de Bob Dylan, executando um Folk eletrificado, bem pesado, que se repete mais adiante em Soul Mate. Na próxima transformação surge uma Folk-Reggae-Warrior em Shine Yellow. Se não bastasse ela muta para o super-traje “Camelar” em Versinho Número Um, Compromisso. E como não poderia deixar de ser a capa Johnny Cash se faz presente em Make It Easy, You Ain’t Gonna Loose Me e Ricardo.

Deixando aparte o trecho mais feliz do álbum, ou a transformação mais bacana de Mallu a vestimenta e os super-poder de comoção, e de abobadisse alheia ( aquela reação idiota, no melhor estilo, que bonitinho!), onde ela simplesmente se transforma em mulher, uma mulher apaixonada e doce. Te Acho Tão Bonito e É Você Que Tem, ambas captam os detalhes mais simples e esplendidos de um relacionamento, mas a segunda com acréscimo de cordas leva a catarse da beleza. Sem dúvida estão entre as músicas mais bonitas do ano, as letras intimistas e sinceras, ruborizam as bochechas e inundam olhos.

Sei que vai ter alguém que vai reclamar, falando que ela não tem potencial, que é uma construção, que a sua voz é irritante. Desculpem todos, mas vão catar coquinho no asfalto, esse álbum é ótimo, e OK! Mallu não é perfeita. Mas suas músicas expressam e geram sentimentos que outros não conseguem. Pra mim é foda!

Making Of de Shine Yellow

Boas Enjambradas!

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