Mais uma das bandas que eu deveria ter falado ano passado mas que por motivos acadêmicos acabou faltando tempo.

The Horrors, uma banda estreante que acabou arrebatando a lista da revista mais conceituada de música do mundo a NME, deixando no chinelo álbum como os aclamados Merriweather Post Pavilion do Animal Collective e Veckatimest do Grizzly Bear.

Durante o ano que passou, escutei repetidas vezes o álbum de esteia do Horrors para encontrar alguma forma de postar algo sobre ele, mas acabei deixando em segundo plano. Mas essa semana quando me deparei com eles na lista da NME, decidi escrever sobre a surpresa de ver esses caras nesta posição.

Seu álbum Primary Colours entra na linha, que já foi muito abordada aqui, que é uma espécie de “terror indie b-side”, trazendo referências de filmes de terror das décadas de 70 e 80 (uma das bandas que segue essa linha é o Twilight Sad), para uma sonoridade meio Pós-Punk e Shoegaze.

De forma geral é uma álbum bem homogêneo, que ressalta as características do seu estilo, como guitarras e baterias rápidas, e vocal enérgico, tudo aliado a alguns efeitos eletrônicos e sintetizadores. Estas características podem ser sentidas desde a primeira faixa (Mirror’s Image) até a última (Sea Within A Sea) dando destaque a Who Can Say que tem um teclado primoroso no começo e Scarlet Fields que é o mais próximo de um hit.

A banda apesar de vir do indie conseguiu espaço em veículos mais tradicionais, ou de cunho mais Pop. Este é um dos motivos que torna a escolha deles pela NME não tão imprevisível. Se aliarmos a isso o foco que a revista para bandas novas, não precisava ser nenhum Hari Seldon pra descobrir.

Mirror’s Image

Sea Within A Sea

Who Can Say

New Ice Age

Boas Enjambradas!

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