Alguém já comprou mamão verde?

Se sim, vai uma dica, se é que já não a saibam, embrulhar o mamão em folhas de jornal auxiliá-o a amadurecer mais rápido, o jornal absorve a umidade e aumenta a temperatura da fruta. Ok!

Visto isso, fica a pergunta por que todo mundo quer que o tempo passe mais rápido? Todo mundo quer amadurecer, ou fazer com que as coisas cheguem neste estado o quanto antes.

Nesta busca desenfreada pela maturidade vez que outra deixamos muito para trás, (o papo pode parecer piegas) e nos apegamos a coisa sem importância, como nos apegar ao que o “Roger Waters disse em 63”, e não nos damos conta que é só “esperar passar”.

Toda essa metáfora temporal tem como único propósito falar do novo álbum do Superguidis, que demonstra mais uma vez suas características e sua falta de “jornal”.

O Superguidis assim como o mamão, esta num processo de amadurecimento desde que caiu do pé, lá nas demos do Pacotão. Agora neste novo álbum sobressai o amadurecimento da banda, todavia esse processo é continuo e não acontece de forma brusca.

Notamos o crescimento na qualidade instrumental da banda, as guitarras mais pesadas, o vocal mais afinado, enfim a banda evoluiu. Mas como falei manteve as suas características, como as frases bem humoradas e do modo mais ingênuo, mesmo abordando temas mais sisudos.

Descrever suas faixas é por deveras complicado, pois a concisão estilística do álbum não permite muitos sobressaltos, todas as faixas têm enorme qualidade, e todas falam sinceramente ao ouvido do auscultador, todos os refrões ficam na cabeça.

Falar o que de um álbum que tem versos como: “por que será que sempre chove toda vez que alguém te abandona”, “ser pedra é barbada”, “sou relapso imprevisível como um fã-clube adolescente”, “quando tudo for pro brejo longe de você eu quero estar”, “de repente o medo de morrer sozinho me incomoda mais que o usual”…

Parabéns e muito obrigado pelo melhor álbum nacional do ano!

Não Fosse o Bom Humor

Boas Enjambradas!

Anúncios