Lembro-me de uma época distante quando as praias eram limpas, quando o som do Gorillaz era experimental e poderia ainda ser classificado como Rock.

Fica claro o apelo das ONGs para não jogarmos garrafas nas praias, cigarros nas matas, parece balela, mas uma misera bituca pode causar um incêndio, assim como uma única referência ao Rap, em Clint Eastwood, foi capaz de plastificar toda a carreira virtual do Gorillaz.

Em Plastic Beach vemos mais uma vez a estagnação causada por esta referência no som deste projeto de Damon Albarn. As faixas se repetem sofrivelmente, nas vozes de inúmeros nomes do Rap como Snoop Dog, Mos Def, De La Soul, entre outros.

Os arranjos das músicas via de regras são bons, em faixas como White Flag, que conta com a participação de uma orquestra de música árabe, as rimas e as paradas “rap” chegam de forma abrupta, truncado toda a música. Em Stylo primeiro single do álbum as coisas rolam mais amenas, a melodia é bem melhor trabalhada.

Não da pra crucificar o álbum as músicas em que Albarn assume o vocal sozinho são bem bacanas, exemplos são On Melancholy Hill e Empire Ants.

Mas em suma a junção de referências e artistas de estilos diferentes com figurões do Rap parece ter batido na trave, e realmente desagrada bastante. Muita dessa bronca foi causada pelo documentário Bananaz, que me deixou com grandes expectativas para este álbum. De modo geral parece que essa receita de misturar rap, com estilos mais alternativos, que foi trabalhada desde o Feelgood Inc. esta meio engessada, melhor plastificada.

Stylo

Boas Enjambradas!

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