Vez que sempre temos a música como um instrumento de alegria, ou melhor, um meio que nos faça sentir bem, que nos agrade. Enfim, totalizamos a música como carregadora de coisas boas e reconfortantes.

A música então serve para melhorar o humor, fazer-nos feliz. Se a arte em questão tem esta função, esqueceram de avisar para um cara, e por acaso o cara em questão neste post: Jair Naves ex-lider da banda Ludovic.

Jair Naves parece que faltou a aula no dia que deram esta matéria, e desde os tempos da sua antiga banda Ludovic, vomita em nossa cara os problemas e as incongruências da raça humana.

O ex-lider do Ludovic em seu primeiro registro solo, o EP Araguari, reforça mais uma vez sua música de passar mal. Trazendo mais um leva de mazelas e problemáticas quase convencionais e que de tão cruas trazem o odor da podridão do que a sua rouca e grave voz canta.

Uma faixa que em seu próprio nome resume o que foi falado: De branquidão hospitalar, queimando em febre, eu me apaixonei. Não posso deixar de lado o trecho soconoestomagostyle de Silenciosa, onde Jair canta que “Se não deu certo com a gente, acho que nunca vai dar”.

O EP possui quatro faixas que acabam com a tranquilidade e o bom humor sem motivo, trazendo o ouvinte a um estado de contemplação e de perturbação. Longe de parecer uma crítica negativa, isso é o retrato dos sentimentos que somente Jair Naves consegue trazer a seu auscultador.

Jair Naves – Araguari I Meus Amores Inconfessos (ao vivo)

Jair Naves – Araguari II Meus dias de Vândalo (ao vivo)

Boas Enjambradas!

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