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Revisitando um pouco a minha infância, vejo que nunca acreditei de verdade no Papai Noel. Tentei acreditar e tal, mas aos 5 anos quando reconheci meu pai, debaixo do gorro e da barba ficou difícil.

Digo mais, achava mais crível o coelho da páscoa. É muito mais fácil um animal cagar chocolate q um velho barbudo com veados voadores percorrer o mundo em uma hora.

Mas, toda essa descrença caiu por terra quando escutei Dia de Natal, segunda faixa do álbum É Pra Meninos, do portuga B Fachada.

B faz um relato tão real de um Natal frustrado, que o Pai Natal (é assim d’além mar) parece tátil, tosco mais tátil. “Será q eu fui bonzinho no ano passado, ou o velhinho é que tá meio acabado”.

Aliás, este flashback da infância, não tem outro culpado a não ser B Fachada É Pra Meninos, lançado no Natal de 2010. O álbum, na verdade, parece um livro de contos…

Antes de me ater às letras e às histórias deste disco, mas não posso deixar passar em branco a bela instrumentação, que mistura instrumentos ditos sérios com tralhas de brinquedo.

Voltando, cada música neste disco soa como um conto e narram histórias das mais comuns duma infância das mais comuns. As histórias variam desde o já mencionado Natal até o inefável crescer (O Futuro), passando pelo primeiro amor (Mochila do Carteiro e Agosto), a chatice da escola (Primeiro Dia), chegada de irmãos (Barrigão). Em suma faça um review de sua infância, é disso que aqui fala B Fachada.

Poderia escrever, e muito, sobre cada uma dessas músicas, dada a profundidade e a veracidade de cada uma delas, cada personagem, cada passagem. Aí que está, mais que um livro de contos, É Pra Meninos é um daqueles álbuns de fotografia da infância, com espiral e filme plástico envolvendo as fotos.

(que mágico, não achei nenhum vídeo oficial deste disco)

Boas Enjambradas!

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Olha eu aqui de novo.

Cartazalbum da vez Freelance Whales.

Bom como de praxe essa é uma bela banda q lançou um belo disco em 2010.

Primeira banda gringa a surgir nos cartazalbum.

Em suma é uma daquelas bandas indie-folk-fofa.

Quem usa Twitter deve se lembrar da músiquinha do video demonstração da mudança de layout. É Generator 1st Floor (aqui ela numa apresentação na Amoeba)

Pra continuar essa aqui é Generator 2nd floor

Escuta o disco completo aqui

Aqui em 300 pra imprimir

Abraços boas enjambradas!

Aqui esta o primeiro cartaz do Cartazalbum.

Sim como é o primeiro cabe algumas explicaçõezinhas. O resumo da missa é o seguinte:

Estes cartazes são livrimente inspirados em álbuns q escutei, ou que estou escutando.

Estipulei uma única regrinha básica: o cartaz tem q ser produzido durante a execução do álbum. Por exemplo, se o álbum tem 45 minutos, tenho 45 minutos pra fazer a parada e assim vai.

Sempre vou colocar uma versão light no post e o link da versão pra impressão caso alguém queira ok!

Pois bem eis o primeiro:

Esse cartazinho foi inspirado em Do Seu Amor Primeiro é Você Quem Precisa, álbum solo do batera da Pata de Elefante, Gustavo Telles no seu projeto Gustavo Telles & Os Escolhidos.

Pra quem quer curtir o álbum, tá disponível aqui

Um videozinho

E o cartaz pra imprimir

Sendo assim, Boas Enjambradas

Sussurrar, falar ao pé do ouvido.

É reconfortante receber belas palavras de amor, ou do que for, ao pé do ouvido.

Eu queria que Basia Bulat sussurrasse no meu ouvido, escutar de perto a bela voz desta moça que entoa músicas doces como Sugar And Spice, Sparrow.

Por mais que durante seu novo álbum, intitulando Heart of My Own, fiquem evidentes músicas fortes que revelam a potencia de sua voz (Gold Rush, por exemplo), é muito difícil não se ater a sutileza, ao belo timbre e o leve toque de rouquidão presente desta moça.

Em seu álbum essencialmente Folk Basia alterna (como já mencionado) momentos de leveza e doçura com momentos de força e potencia, mas sempre regidos por uma aura gélida e aconchegante inerente a muito do Folk americano. É impossível pensar e Basia Bulat cantando outra coisa, principalmente pela harmonia entre sua voz e seu estilo. Dando um clima as faixas que de tão reconfortante e aconchegante chega a ninar.

Vai dizer que a idéia da voz da Basia ao pé do ouvido é descabida? Bem já que eu não tenho a própria o fone serve.

Nenhum clip oficial dela que pena, mas tem uns videos ao vivo bacanas

Heart Of My Own – Live

Run – Live

Boas Enjambradas!

Desculpas, só isso que venho pedir através este post.

Desculpas pelo que fora escrito outrora neste blog, sobre as irmãs suecas do First Aid Kit.

Por favor, onde eu estava com a cabeça, quando utilizei o termo “limitações”, para me referir ao talento ou alguma habilidade de ambas?

O álbum The Big Black And The Blue, vem exaltar toda a qualidade destas meninas de 19 e 16 anos.

Músicas como In The Morning e Hard Believer põe a prova seu talento, onde ficam evidentes o seu talento vocal e o bom gosto das harmonias feitas com belos dedilhados.

Seu estilo Folk chega ao ápice na faixa Sailor Song, uma das faixas mais agitadas do álbum que revela vários padrões clássicos do Folk, como o uso da Washboard, o violão acelerado, e os vocais em coro (sendo que os dois primeiros, fogem um pouco da característica da dupla).

Creio que as limitações citadas anteriormente se devam quase que exclusivamente a qualidade duvidosa da gravação do álbum.

The Big Black And The Blue é um álbum pra se escutar em casa com calma, para se deliciar com cada detalhe, e literalmente viajar com o som destas duas.

I Met Up With The King

Hard Believer

Boas Enjambradas!

Saca Power Rangers?

Chengeman?

Jaspion?

Ou então uma borboleta?

A sacou né? O negócio em questão é metamorfose, não aquela ambulante do velho raulzito. Ou até pode ser ambulante, mas não aquela. Quem sai do casulo foi Mallu Magalhães. É a meninha que aconteceu ano passado. E pra quem muita, mas muita gente torceu o nariz e ainda torce.

A moça pegou seu morfador e seu Camelo e rumou para terras desconhecidas assumindo formas diferentes. Essa é a síntese do mais novo trabalho de Mallu Magalhães.

Parece que o morfador de Mallu trabalhou bastante. O álbum começa com My Home Is My Man, Nem Fé, Nem Santo onde ela usa a máscara de Bob Dylan, executando um Folk eletrificado, bem pesado, que se repete mais adiante em Soul Mate. Na próxima transformação surge uma Folk-Reggae-Warrior em Shine Yellow. Se não bastasse ela muta para o super-traje “Camelar” em Versinho Número Um, Compromisso. E como não poderia deixar de ser a capa Johnny Cash se faz presente em Make It Easy, You Ain’t Gonna Loose Me e Ricardo.

Deixando aparte o trecho mais feliz do álbum, ou a transformação mais bacana de Mallu a vestimenta e os super-poder de comoção, e de abobadisse alheia ( aquela reação idiota, no melhor estilo, que bonitinho!), onde ela simplesmente se transforma em mulher, uma mulher apaixonada e doce. Te Acho Tão Bonito e É Você Que Tem, ambas captam os detalhes mais simples e esplendidos de um relacionamento, mas a segunda com acréscimo de cordas leva a catarse da beleza. Sem dúvida estão entre as músicas mais bonitas do ano, as letras intimistas e sinceras, ruborizam as bochechas e inundam olhos.

Sei que vai ter alguém que vai reclamar, falando que ela não tem potencial, que é uma construção, que a sua voz é irritante. Desculpem todos, mas vão catar coquinho no asfalto, esse álbum é ótimo, e OK! Mallu não é perfeita. Mas suas músicas expressam e geram sentimentos que outros não conseguem. Pra mim é foda!

Making Of de Shine Yellow

Boas Enjambradas!

Glen Hansard & Marketa Irglova (1)

Lembram de Once?

Aquele filme Irlandês de 2007 sobre uma dupla de cantores, que emocionou muita gente, ganhou Oscar e até foi comentado no antigo enjambração (o maior feito do filme).

Pois bem, aquela dupla queridinha, “coisa mais riquinha” (como diria minha vó) esta de volta como The Swell Season, lançando seu segundo álbum Strict Joy.

Como já dito Glen Hansard e Marketa Irklova, formam uma dupla linda, querida e todos os adjetivos são poucos pra falar da fofura destes dois. E nesse no álbum de novo eles trazem à tona a simplicidade e a beleza que os alavancaram em 2007, a receita simples das melodias do piano e da voz doce de Marketa e os acordes adocicados e a atitude da voz de Glen.

Esse álbum eu entendo como uma continuação do que foi falado em 2007 (se alguém não viu, lê aqui), uma continuação do quase biográfico filme, que retratou muito da vida e dos sonhos dos dois. Este álbum soa como a continuação de uma história linda de sonho e de sentimento.

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Pois bem, aqui ficam umas dicas: Low Rising, bem bacana, tem umas influências bem distintas dos outros sons, Feeling The Pull, dá os ares dos clássicos como When Your Mind’s Made Up e pra ficar com a voz sempre linda e comovente de Marketa Irglova, I Have Loved You Wrong.

Feeling Pull (Live)

Low Rising (live)

Mais videos no canal do Youtube do Glen Hansard

Boas Enjambradas

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Less is more, todo mundo que trabalha com design já deve ter ouvido isso, mas como todos sabem esse não é um blog de design. Pombas, mas o que isso tem a ver.

Já foi falado a um bom tempo inclusive neste blog o crescimento da cena folk dentro do mundo alternativo, indie, underground. Principalmente a linha do Animal Colective, que se torna algo como um folk psicodélico.

Mas que diabos tem a ver isso. Essa linha de “folk psicodélico” é o que o Nurses traz em seu álbum de estreia Apples Acres. Agora sim, essa linha, como praticamente tudo que vem do folk, prima a simplicidade das melodias. Esta simplicidade é território livre para delírios. Quebras de ritmo, uso de elementos eletrônicos, vocais piradíssimos.

E exatamente isso que o Nurses faz, pira e pira muito sobre melodias simples, tornado-as grandiosas (ah! ligo agora less is more). Apples Acres faixa título é isso que foi falado, o maior exponencial dessa viagem toda, clima de circo no começo, a voz muito louca de Aaron Chapman, o piano indo e vindo numa viagem ducaramba.

Continuando a viagem, a faixa que abre o álbum, Technicolor é simplesmente estupenda, e a simplicidade, salta aos olhos (melhor aos ouvidos), o modo singelo como ela começa, voz e piano, e o modo como ela cresce quando entra a bateria pulsando forte até o final se confundindo com os elementos eletrônicos.

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A primeira faixa é um ótimo prólogo do que vai vir adiante, um belo álbum, com belas melodias que contagiam o ouvinte.

Technicolor (ao vivo)

Boas Enjambradas!

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Não sei, porque me parece que de uns tempos pra cá, a beleza da música pop prescinde uma boa dose de “retardadisse” por parte de seus interpretes. Com certeza, creio que esse não seja o termo mais apropriado e politicamente correto para se usar. Mas falo de algo que fica no limiar entre meiguice, ingenuidade, senso indie, um aparente atraso mental e um feeling démodé du caramba. Ou quem sabe.

Já tinha nota essas características, por exemplo, em Jens Lekman, nas meninas do First Aid Kit, e mais uma cambada de gente destes países nórdicos, como a Noruega, terra natal de Sondre Lerche.

Este norueguês, em Heartbeat Radio, dosa os elementos citados acima com maestria, resultando num som pop mas com um apelo indie muito forte, o que permite que ele não caia numa vala comum. Os violinos, a bateria pesada e bem marcada em faixas como Good Luck e Heartbeat Radio são a prova disso.

Sem contar a aura de ingenuidade que todas as faixas exalam, algo quase puritano. A começar pela capa do álbum que traz o cara fazendo brincadeirinhas com sombras, “totalmente como eu sou infantil” mas esse é o segredo do cara.

Heartbeatradio

Heartbeat Radio sem dúvida é um belo álbum, indicadíssimo para pré-adolescentes cheio de espinhas, pode até rolar na Malhação. Longe de ser pejorativo isso só reforça o êxito do cara.

Heartbeat Radio

Saê! Boas Enjambradas!

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Desconfiança é algo comum, inclusive aceitável em alguns casos, principalmente quando alguém se mete em uma área que não é a sua. Algo do tipo Maradona virar Técnico de Futebol.

Ou então aqueles casos clássicos de modelo que vira atriz de BBB que vira alguma coisa, de atriz que inventa de cantar, coisas do tipo. Coisas que podem manchar uma carreira consolidada.

Portanto porque diabos uma das atrizes mais requisitadas do mundo, musa do Woody Allen, uma das mulheres mais desejadas do mundo, arriscaria seu posto no Olímpo por uma aventura? Talvez pelo mesmo motivo que levou Maradona a treinar a Argentina? Sei lá!

O que interessa é que nessas situações pouco importa o resultado final, o que esta em jogo é a atuação do aventureiro, no caso a dona “Escarléte”. Assim, pouco vale o trabalho do Pete Yorn (com todo respeito) sua produção, as músicas. Todo mundo quer saber (com vinte pedras em punho) se Scarlett Johansson canta de verdade (aí dela que desafine).

Mas ainda bem que a moçoila se saiu super bem, mesmo este sendo o seu segundo trabalho como cantora, sempre fica um tiquinho de desconfiança, que em Breakup se esfarela logo primeira faixa (Relator). A atriz cantante revela doçura e sutileza em sua voz, que transformam um álbum mediando em um deleite aos ouvidos. Pra não esquecer vale muito apena escutar I Don’t Know What To Do, onde todos os dotes (vocais é claro).

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Bacana que a atriz se deu bem, porque o hermano Dieguito tá malz!

Relator

Chupa Argentina! Boas Enjambradas!

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