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Anjos, os responsáveis pelo meio de campo entre Deus e os Homens. De acordo com algumas correntes, dotados de consciência e personalidade própria. Portanto aptos à tomarem decisões, como por exemplo se rebelar.

Se de acordo com a igreja Lúcifer fez isso, e foi banido do Céu, acho que o carinha não gosta muito de greves, seu direitista. Piadas a parte com a religião dos outros, São questionamentos como estes que são o estopim de uma das micro-revoluções músicais deste 2011 (que começou em 2010), O Wu Lyf.

Wu Lyf (sigla para World United Lucifer Youth Fundation) é uma espécie de banda, que tem uma ONG, que tem uma seita, que tem uma produtora, ou algo por aí ou fora dessa ordem, que tenta trazer algumas “verdades” à tona, envolvendo questões como liberdade, igreja, política e arte.

Deixando as polêmicas de lado, esta banda de Manchester foi um dos projetos mais obscuros de 2010/2011, tocando de forma soturna, escondidos atrás de mascaras e sombras, pra públicos seletos em igrejas e templos. Agora como anjos expulsos do Céu, surgem entre a fumaça com Go Tell Fire To The Mountain.

Misturando elementos de música sacra, com indie dos 00, algumas toques psicodélicos e de punk britânico, este debut traz em cada acorde um misto de contemplação e de revolta, algo entre o sublime e o anárquico, uma contradição de quem foi aos Céus e se amotinou contra a perfeição. Guitarras dedilhadas, gritos, órgãos e bateria crua, o cartão de visitas da banda é LYF que abre o disco e resume tudo isso.

Dirt, lado B de LYF no single, é uma espécie de convocação para o levante, para guerra “santa” que se aproxima. O vocal visceral de Ellery Roberts, e a bateria quase tribal dão o tom, explodindo com o coro e a guitarra cheia de passagens.

Como dito, Go Tell Fire… exala ares de revolta e motim, com arranjos quase celestiais e mais uma prova é o encerramento do álbum, Heavy Pop que começa singela apena com um teclado e cresce até um hino de insurreição.

Deixando de lado toda a questão ideológica e teológica de Go Tell Fire To The Mountain (não me sinto no mérito de discutir isso aqui, apesar de ter opinião formada a respeito), temos em nossa frente mais um presente de 2011, um álbum repleto de energia e beleza, que como dito e “redito” mescla-as de forma singular. Ainda não sei se temos anjos ou demônios em nossa frente, mas com certeza (não é Dan Brow) são lindos e instigantes.

Dirt

LYF

Heavy Pop

Numa daquelas apresentações em igreja

Boas Enjambradas!

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Promessa é divida, falei q rolava uma coletânea do PS22 Chorus.

Aqui uma “pequena lista das q eu mais curti:

Please, Please, Please, Let Me Get What I Want do The Smiths

Awake My Soul do Mumford & Sons

Lisztomania do Phoenix

Fireworks da Katy Perry

Kids do MGMT

Round and Round do Ariel Pink’s Haunted Graffiti

Hannah do Freelance Whales

Rolling In The Deep da Adele

Acho que tá bom né?

Boas Enjambradas e se divirtam com esses muleques. (falando em muleke)

Parece que de um tempo pra cá uma praga se assolou sobre os clips de bandas indies, as dancinhas, ou coreografias. Mas não é tão “praga” se usado com parcimônia.

Que seja, ontem quando assisti o clip do Two Door Cinema Club pra What You Know na MTV, comecei a fazer uma lista de cabeça de clips com dancinhas e pensei isso dá um post e tá aqui!

Um apanhado de clips nacionais, gringos, novidades, velharias, belos dançarinos, péssimos dançarinos (né Thom York). Este é um “pequeno” Manual de Dancinhas Indie (se alguém tiver mais sugestões larga nos comentário que compilo pra uma segunda edição), algo como o que se deve ou não fazer em festinhas “alternativas” e ganhar fama de hipster, viado e sei lá uais adjetivos possam surgir, mas o que interessa é o divertimento.

Curtam os clips e saiam dançando e sendo chamados de loucos (no mínimo).

Pizzicato 5 – Twiggy Twiggy

Cat Power – Cross Bones Style

Feist – 1234

Two Door Cinema Club – What You Know

The XX – Islands

Band of Horses – Dilly

Diamond Rings – Wait And See

SHE & HIM – Don’t Look Back

Radiohead – Lotus Flower

Mombojó – Papapa

Thiago Pethit – Nightwalker

Móveis Coloniais De Acaju – O Tempo

Boas Enjambradas

Começo assim, parafraseando Rogério Skylab, mais uma história comum sobre um dia normal, um dia chuvoso e normal. Onde os pássaros dançam o New Beat em ritmados pulos e bater de asas, as nuvens pegam seus pares para o baile, o ônibus desfila pelo asfalto já colorido de sol, água e gasolina, a chuva pinga cadenciada acompanhando o baixo de Divina. E mais uma vez Underneath The Pine esta rodando no meu player.

A cena da manhã desta quinta-feira, onde pássaros bicavam o chão por migalhas e em pulos dançavam, numa sincronia quase perfeita a segunda faixa do belíssimo novo disco de Toro Y Moi, New Beat. Essa inspiradora coincidência revela o quão mágico é este disco. Cada acorde, cada referência, cada vocalização de Chaz, reforça que estamos diante de um disco diferenciado.

Underneath The Pine é a estréia de um grande e promissor projeto…

Agora pula o hipsternerd lá no fundo e grita:

“esse é o segundo disco do Toro Y Moi, blá blá blá”.

Ok! Mas Underneath… é tão incrível, que deixa muito pra trás uma das “pedras fundamentais” da chillwave, o Cause Of This, o primeiro disco do Toro. Visto que menos de um ano depois do estardalhaço causado pelas bases eletrônicas de Cause Of This, e todo o hype subseqüente. Chaz zera tudo e faz um disco praticamente analógico, com músicos de verdade (já conhecido da sua antiga banda The Heist and the Accomplice ) e com referências das mais diversas, que vão do psicodelia ao indie do The Whitest Boy Alive, rolando até um que de Soul Motown.

Pra exemplificar o que é esse disco pegamos Still Sound, com uma linha de baixo e uns barulhinhos que lembram muito The Whitest Boy Alive, mas também rola um swing muito Motown. Lógico que o disco não se resume a “swingueira” de Still Sound, a próxima faixa, Good Hold é uma psicodelia sem tamanho, e acredite te faz viajar mesmo, lá pelo final da música, sei lá de que maneira, rola um efeito que deixa o ouvinte surdo (se alguém souber o nome disso me conta).

Underneath The Pine é isso. Uma colagem de referências que resultam no possível melhor álbum de 2011. Lógico que concorrentes não faltam, mas com certeza esse disco figurará em 10 de 10 listas de final de ano.

New Beat

Still Sound

Boas Enjambradas!

Foi bom pra você?

Esta frase é a mais temível de todas as sentenças, especialmente pela resposta do que pela pergunta. E geralmente é acenada com respostas positivas, por mais que, sei lá, em 70% das vezes seja falsa (mulherada fala sério).

Ilustrada classicamente, acompanhada de cigarro e lençóis, o “foi bom” diz respeito a muito mais do que a transa, carrega consigo todo o processo, preliminares e conquista.

Sendo assim, The Vaccines foi bom pra você? Um bom bocado dos leitores já devem ter escutado o “What did you expect…” já sabem do hype e da papagaiada toda de comparação com The Strokes. Estas foram as expectativas sobre o The Vaccines, e aí foi bom?

Você pode falar que não viu nada de novo no disco todo, que são muito pretensiosos, que utilizam referências fortes demais, quase “plagiativas”, de The Beatles, The Strokes, The Ramones e outros tantos The

Mas amigo, nestes supostos problemas se escondem os grandes ganhos e trunfos de What Did You Expect To The Vaccines. A falta de “inovação” é um ponto forte pra cara***, Young e seus vacininhas conseguem um disco rock nos moldes clássicos, como a muito tempo não se via. Exagero? Pode até ser, mas as melodias já são velhas conhecidas de muita gente, eu mesmo mostrei as semelhanças entre Blow It Up e I Should Have Known Better dos Beatles. Noogard tem vibe “ramônica” que só.

E no estado que está a música atualmente, é louvável uma banda indie que consegue montar um disco com 11 faixas, das quais 10 tocariam tranqüilamente em qualquer rádio, sendo que 4 figurariam entre as preferidas daquela rádio FM “pop” que você reclama, mas escuta.

Wreckin, Bar (Ra, Ra, Ra)

Post Break-Up Sex

If You Wanna

Então? Foi bom pra você? Boas Enjambradas!

(Não vou prometer mais posts, pois das vezes que prometi, não cumpri)

Olha eu aqui de novo.

Cartazalbum da vez Freelance Whales.

Bom como de praxe essa é uma bela banda q lançou um belo disco em 2010.

Primeira banda gringa a surgir nos cartazalbum.

Em suma é uma daquelas bandas indie-folk-fofa.

Quem usa Twitter deve se lembrar da músiquinha do video demonstração da mudança de layout. É Generator 1st Floor (aqui ela numa apresentação na Amoeba)

Pra continuar essa aqui é Generator 2nd floor

Escuta o disco completo aqui

Aqui em 300 pra imprimir

Abraços boas enjambradas!

Alguns, ou melhor, muitos animais correm risco de extinção, isso se da por uma série de motivos, como caças predatórias, desmatamento e uma série de intempéries climáticas, muitas naturais outras tantas causadas pelo homem. Porém, outras tantas espécies são raras simplesmente por serem raras, as tartarugas de Galápagos, os ornitorrincos e os “Darwin Deez” !

Imagine leitor uma girafa.

Agora misture com um Coker Spainel, ou com um Poodle.

Taí o Darwin Deez, mas seus atributos fiscos são o que menos interessa para nós, o que vale são os trinta e poucos minutos de seu álbum de estréia, com hits empolgantes como Radar Detector e emocionantes como Deep Sea Divers.

A simplicidade de suas canções e a doçura de sua voz são cativantes e soa honestamente Pop. Definitivamente Darwin Deez é Pop como poucos e provavelmente vai figurar alguns Hits por ai.

Radar Detector

Up In The Clouds

Boas Enjambradas! Desculpa a demora!

Vez que sempre temos a música como um instrumento de alegria, ou melhor, um meio que nos faça sentir bem, que nos agrade. Enfim, totalizamos a música como carregadora de coisas boas e reconfortantes.

A música então serve para melhorar o humor, fazer-nos feliz. Se a arte em questão tem esta função, esqueceram de avisar para um cara, e por acaso o cara em questão neste post: Jair Naves ex-lider da banda Ludovic.

Jair Naves parece que faltou a aula no dia que deram esta matéria, e desde os tempos da sua antiga banda Ludovic, vomita em nossa cara os problemas e as incongruências da raça humana.

O ex-lider do Ludovic em seu primeiro registro solo, o EP Araguari, reforça mais uma vez sua música de passar mal. Trazendo mais um leva de mazelas e problemáticas quase convencionais e que de tão cruas trazem o odor da podridão do que a sua rouca e grave voz canta.

Uma faixa que em seu próprio nome resume o que foi falado: De branquidão hospitalar, queimando em febre, eu me apaixonei. Não posso deixar de lado o trecho soconoestomagostyle de Silenciosa, onde Jair canta que “Se não deu certo com a gente, acho que nunca vai dar”.

O EP possui quatro faixas que acabam com a tranquilidade e o bom humor sem motivo, trazendo o ouvinte a um estado de contemplação e de perturbação. Longe de parecer uma crítica negativa, isso é o retrato dos sentimentos que somente Jair Naves consegue trazer a seu auscultador.

Jair Naves – Araguari I Meus Amores Inconfessos (ao vivo)

Jair Naves – Araguari II Meus dias de Vândalo (ao vivo)

Boas Enjambradas!

Alguém já comprou mamão verde?

Se sim, vai uma dica, se é que já não a saibam, embrulhar o mamão em folhas de jornal auxiliá-o a amadurecer mais rápido, o jornal absorve a umidade e aumenta a temperatura da fruta. Ok!

Visto isso, fica a pergunta por que todo mundo quer que o tempo passe mais rápido? Todo mundo quer amadurecer, ou fazer com que as coisas cheguem neste estado o quanto antes.

Nesta busca desenfreada pela maturidade vez que outra deixamos muito para trás, (o papo pode parecer piegas) e nos apegamos a coisa sem importância, como nos apegar ao que o “Roger Waters disse em 63”, e não nos damos conta que é só “esperar passar”.

Toda essa metáfora temporal tem como único propósito falar do novo álbum do Superguidis, que demonstra mais uma vez suas características e sua falta de “jornal”.

O Superguidis assim como o mamão, esta num processo de amadurecimento desde que caiu do pé, lá nas demos do Pacotão. Agora neste novo álbum sobressai o amadurecimento da banda, todavia esse processo é continuo e não acontece de forma brusca.

Notamos o crescimento na qualidade instrumental da banda, as guitarras mais pesadas, o vocal mais afinado, enfim a banda evoluiu. Mas como falei manteve as suas características, como as frases bem humoradas e do modo mais ingênuo, mesmo abordando temas mais sisudos.

Descrever suas faixas é por deveras complicado, pois a concisão estilística do álbum não permite muitos sobressaltos, todas as faixas têm enorme qualidade, e todas falam sinceramente ao ouvido do auscultador, todos os refrões ficam na cabeça.

Falar o que de um álbum que tem versos como: “por que será que sempre chove toda vez que alguém te abandona”, “ser pedra é barbada”, “sou relapso imprevisível como um fã-clube adolescente”, “quando tudo for pro brejo longe de você eu quero estar”, “de repente o medo de morrer sozinho me incomoda mais que o usual”…

Parabéns e muito obrigado pelo melhor álbum nacional do ano!

Não Fosse o Bom Humor

Boas Enjambradas!

Já ouviu falar em ourives?

Ourivesaria?

É uma profissão quase extinta, ou melhor, muito rara, que trabalha com ouro e jóias, mais precisamente com ouro, prata, platina e pedras preciosas. Tão rara quanto a sua profissão, são suas matérias-primas.

Assim os trabalhos destes profissionais, perpassam conceitos estilísticos, e de gosto de forma geral. Sendo por si só valiosos, independente de seu caráter estético, pois possuem características raras.

Você já ouviu uma cantora grego-galesa?

Uma bela cantora grego-galesa?

Uma bela e talentosa cantora grego-galesa?

Tão rara quanto as peças de ourivesaria, são as cantora grego-galesas, que tem alto valor de barganha no mercado fonográfico. Brincadeiras e trocadilhos a parte, a cantora grego-galesa Marina, traz seus diamantes para serem lapidados na ourivesaria do mercado fonográfico.

Compositora de jóias como Hollywood, Are You Satisfied? Marina debuta em 2010 com o álbum The Family Jewels acompanhada pelo hype da critica indie.

Abusando de sintetizadores e vários subterfúgios da música Pop atual, a cantora grego-galesa, aposta num arranjo, que misturas algumas letras de cunho crítico, com momentos de Pop pelo Pop.

Marina é um exemplo daquelas coisas que você tenta não gostar e não escutar, mas acaba de um jeito ou de outro sendo atingido. As suas variações de timbre podem gerar uma antipatia instantânea, principalmente quando se assemelha a timbre de voz da Lady Gaga (Girls é um bom exemplo).

Marina and the Diamonds em seu álbum de estréia The Family Jewels, como os ourives traz uma série de elementos e matérias-prima que possuem alto valor, todavia essa mistura pode desagradar a muitos, mas mesmo assim tem que ser admirada (em todos os sentidos) e analisada com mais empenho.

Obsessions

I Am Not Robot

Mowgli’s Road

Hollywood

Hollywood (acústico)

Boas Enjambradas

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